GRUPO ESPIRITUALISTA TRABALHADORES DO BEM
![]()
"Acreditamos que todos os problemas começam quando nosso amor está em desequilíbrio. Quando nos amamos mais do que amamos o próximo, quando nos preocupamos mais com os nossos interesses do que com os interesses do próximo, quando achamos que nosso sofrimento é maior e mais importante que o sofrimento do próximo, aí nossos problemas começam. Ou o inverso, quando amamos mais o próximo do que a nós mesmos, quando esquecemos de cuidar de nós mesmos para cuidar do próximo, aí também sofremos. E tudo isso é agravado quando deixamos de amar a Deus. Por isso acreditamos que a máxima do Cristo - «amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo» - reúne todas as leis e todos os profetas, como Ele mesmo nos ensinou. Todas as Leis e todos os Mandamentos são cumpridos quando cumprimos essa regra básica de Jesus. Todas as doenças do corpo e todas as doenças da alma ocorrem quando esse amor está em desequilíbrio. A vaidade, o orgulho, o egoísmo, a maldade, o ódio, a mesquinhez, e todos os males da humanidade são consequencias do ego, e o ego é o amor a si mesmo. O que pretendemos é equilibrar esse amor, equilibrando o pensamento, o verbo e as atitudes das pessoas. Desequilíbrio gera doença. Equilíbrio traz a paz. E no caso dos médiuns esse equilíbrio é condição básica para qualquer trabalho sério em qualquer religião. Médium sem equilíbrio é aparelho sem utilidade".
![]()
Muitos companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia de práticas estranhas à simplicidade que lhe vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.
No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.
Criaturas de todas as plagas do Universo são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitamos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.
Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.
Indiscriminadamente, os produtos expostos no mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento0 que se deve a todos, não nos cabe comer de tudo, sem a mínima noção de higiene e sem qualquer consideração para com a própria saúde.
Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.
Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinqüentes para o trabalho reeducativo; sustenta a polícia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação publica e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.
Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as suas atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto , agir de outro modo seria o mesmo que desenvolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e despreza a água potável por líquido de salubridade suspeita.
Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nosso irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos.